Votação. Há uma tendência de voltar ao trabalho no local habitual

A pergunta que a pesquisa da Universidade Católica pretende responder é: “Quem trabalhava antes da crise, como vai agora?” O centro de pesquisa usou 1.315 pesquisas com uma margem de erro de 2,7% e um nível de confiança de 95%.

Nos quatro estudos do CESOP, não eram as mesmas pessoas para responder. São amostras diferentes, todas representam a população. Os dois primeiros incluem residentes sem direito de voto em Portugal. Os dois últimos incluem apenas pessoas com direito a voto.

Cerca de quatro em cada cinco agora trabalham no mesmo local ou locais. Destes, 79% trabalham a tempo inteiro e 3% a tempo parcial.

Cerca de 10% são teletrabalho (23% em abril). Isso apesar do trabalho remoto ser obrigatório desde novembro como medida para mitigar a pandemia em municípios de risco.

Um por cento são demissões e 4 por cento estão desempregados. Entre os entrevistados, 1% disse estar desempregado, 1% é aposentado e 1% refere-se a outra situação (como ajudar a família, estudar).

Face aos inquéritos de abril, maio e julho, verifica-se uma clara tendência de retomada da atividade laboral, no local habitual, com diminuição das incidências de teletrabalho, despedimentos e inactivos.

A Universidade Católica considera que “as flutuações no desemprego podem ser apenas o resultado de um erro de amostragem, e podem não ser estatisticamente significativas”.
Eu trabalho para o próximo ano
Quanto ao futuro, perguntou-se aos entrevistados que estão trabalhando atualmente como esperam estar no próximo ano.

A maioria (51%) prevê trabalhar no próximo ano. 31% consideram improvável que percam o emprego.

Porém, 16% considerou “algo” ou “muito provável” (5%) perder o emprego nos próximos 12 meses.

Os entrevistados que afirmaram não ter emprego foram questionados se achavam que conseguiriam um emprego no próximo ano.

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As opiniões estão divididas. 15% consideram “absolutamente improvável” e 34% consideram “improvável”. Mas, para 32%, isso é uma “coisa potencial” e para 15%, “muito provável”. 4% dos entrevistados não sabem e não respondem.
Maioria com renda igual

Em comparação com os resultados de estudos anteriores, parece haver alguma recuperação na renda da maioria das famílias, com uma porcentagem mais alta afirmando ter renda igual e ainda mais alta do que antes da pandemia.

Agora, 69% são os que afirmam ter lucro igual (em julho era 67%, em maio era 58% e em abril era 61%).

Para 5% dos entrevistados, sua renda era maior do que antes da pandemia (em julho era de 3%, em maio era de 2% e em abril era de 1%).

No entanto, 26% disseram ter menos renda do que ganhavam antes da crise. E é um número decrescente: em julho era de 29%, em maio era de 38% e em abril 36% disseram ter menos renda.


Ressalte-se que entre os que afirmam ter renda baixa, 14% têm renda igual ou inferior a 33% da renda anterior, enquanto para 7% a renda é a metade do que era anteriormente.

A capacidade de pagar sofre. 9% relataram dificuldade em pagar o aluguel e 10% relataram dificuldade em pagar as contas de luz, água e gás.

8% relataram ter dificuldade em pagar despesas com alimentação, 6% com educação e 3% outras despesas.
Férias, só no verão
Quando questionados sobre quando planejam tirar férias fora de casa, a maioria dos que estão de férias no exterior costuma referir-se ao verão. 55% acreditam que nessa época poderão tirar férias no exterior. Apenas 8% pensam em viajar para o exterior na Páscoa e 2% no Natal ou Ano Novo.

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Um grande número de entrevistados, 18%, disse que não planeja tirar uma folga do caso tão cedo. São 8% referentes apenas aos feriados de 2022.

5% consideram os feriados de Natal ou Ano Novo de 2021 e 3% no outono.

Ficha de dados
Este inquérito foi realizado pelo CESOP – Universidade Católica Puerto Rico para a RTP e Público entre 4 e 11 de dezembro de 2020. O universo-alvo é constituído pelos eleitores residentes em Portugal. Os entrevistados foram selecionados aleatoriamente a partir de uma lista de números de celulares e fixos, que também foi gerada aleatoriamente. Todas as entrevistas foram realizadas por telefone (CATI). Os entrevistados foram informados sobre o objetivo do estudo e demonstraram disposição em participar. Foram obtidos 1.315 inquéritos válidos, sendo 48% dos inquiridos de mulheres, 30% do Norte, 20% do Centro, 36% do AMdeLisboa, 6% do Alentejo, 4% do Algarve e 2% do Madeira e 2% dos Açores. Em seguida, todos os resultados obtidos foram ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, grupos de idade e região com base no recenseamento eleitoral e estimativas do INS. A taxa de resposta foi de 34%. A margem máxima de erro associada a uma amostra aleatória de 1315 participantes é de 2,7%, com nível de confiança de 95%.

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