Um novo recorde de mortes diárias (122) e os ferimentos de 5.604 outras pessoas

Os diretores das escolas concordam em revigorar o ensino à distância para os alunos mais velhos e manter o restante na escola, mas estão pedindo que os professores e funcionários sejam considerados prioritários na vacinação contra o COVID-19.

A deterioração da situação epidemiológica em Portugal tem vindo a aumentar a probabilidade de os alunos do ensino secundário deixarem de ter aulas presenciais, procedimento compreendido pelos gestores escolares contactados pela Lusa.

“Nada substitui o estar na sala de aula”, disse Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares (ANDE), em entrevista à Lusa, mas face à situação em que se encontra o país, reconhecemos que é preciso tomar medidas. Para os idosos. “

Essa posição foi confirmada pelo presidente da Associação Nacional de Associações Públicas e Diretores de Escolas (ANADEP), que observou que menos alunos em uma escola significa menos pessoas no transporte público.

Villento Lima explicou que é melhor para os idosos ficarem em casa, pois estão mais maduros para acompanhar as aulas online.

Além disso, esses alunos foram os primeiros a receber computadores prometidos pelo governo. Os 100 mil equipamentos que começaram a ser distribuídos no final do ano passado já serão entregues a todos os alunos do ensino médio por meio do apoio às Escolas Sociais (ASE).

“Se há quem ainda não tenha recebido, serão muito poucos e é possível, através das escolas e autarquias, encontrar alternativas”, disse Luca Manuel Pereira.

Mas os representantes têm opiniões divergentes sobre a implementação da medida. Villento Lima defende que o ensino à distância deve ocorrer nos “municípios da linha vermelha”, enquanto Manuel Pereira admite uma medida nacional, porque “o país é pequeno e a situação é perigosa em todo o país”.

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Ambos concordam que as crianças do ensino fundamental e médio devem continuar a frequentar a escola.

Em primeiro lugar, porque o ensino à distância aumenta a distância entre os alunos: “A escola é um elevador social, mas a epidemia nos mostrou que com o ensino à distância muitos dos elevadores acabaram de pousar”, lembra Villento Lima.

Mas também porque os pais de crianças com menos de 12 anos terão de ficar em casa, caso as escolas deixem de recebê-los, acrescentou Manuel Pereira, reconhecendo como solução que os alunos da terceira fase também podem ter aulas em casa.

“É mais fácil ensinar adultos remotamente. Admito que grande parte dos alunos do terceiro ciclo são afetados por classes remotas, mas infelizmente, neste momento, o melhor dos dois mundos não pode ser obtido.”

No entanto, os administradores lembram novamente que, com escolas abertas, é imperativo proteger aqueles que trabalham lá.

“Se as escolas devem ser os últimos bastiões a fechar, então há duas situações principais: testes de rastreamento rápido e profissionais da educação para estar entre os grupos de vacinação prioritários”, disse Villento Lima.

Vários estudos internacionais indicam que crianças e adultos jovens são frequentemente pacientes assintomáticos e estão provando ser compostos potentes para a transmissão do vírus.

Villento Lima lembra que a maioria dos professores das escolas portuguesas tem mais de 50 anos e o resto do corpo docente “também tem uma idade avançada”.

Para garantir que as escolas permaneçam abertas, os profissionais da educação devem ser vacinados após os profissionais de saúde e aqueles que trabalham em casa. “Eles também estão no topo”, frisou o presidente da ANDAEP.

Manuel Pereira e Villento Lima admitem que os dados sobre esta epidemia mudam constantemente e por isso também defendem a realização dos testes rápidos que prometeram no ano passado.

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Para Manuel Pereira, a realização de testes para a comunidade escolar iria “dar uma imagem do que se passa num determinado dia nas escolas, permitindo a identificação de pessoas que não apresentam sintomas” e facilitando a tomada de decisões.

Villento Lima destacou que o mais importante neste processo é que as decisões do Primeiro-Ministro sejam “baseadas na opinião de técnicos”.

Ele ressaltou que “os especialistas devem emitir um parecer científico para que o primeiro-ministro possa tomar uma decisão científica e não política, porque a saúde de todos está em perigo”.

Villento Lima e Manuel Pereira garantem que as decisões baseadas em pareceres técnicos especializados terão o apoio dos gestores.

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