Helena Santos é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Azeméis.  Helena Santos é a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Assembleia Municipal de Azeméis.

Helena Santos quer abrir a Assembleia à população

Por / Política / segunda, 05 fevereiro 2018 16:32

Mãe, mulher, companheira, amiga, médica, cidadã. Eleita pelo Partido Socialista, Helena Santos é a nova presidente da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis.

A entrada na Assembleia Municipal surgiu a propósito de um convite da socialista Helena Terra, na altura candidata à presidência da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. “Achei que ela tinha perfil para ser uma alternativa importante no âmbito da mudança que eu achava que era importante que acontecesse. Achei que o grupo e aquelas pessoas eram interessantes”, diz. Sem experiência e com muita curiosidade em saber como as coisas funcionavam, Helena Santos acaba por ter uma experiência enriquecedora. “Deu para perceber que realmente talvez muita coisa não acontecesse por inércia, por saturação. Muito tempo no poder corta iniciativa, cria vícios. As coisas já não aconteciam”.

A sua participação enquanto deputada foi “muito pensada e muito estratégica”. A sua actuação pretendeu ser mais “sistémica” do que constituída por intervenções específicas na assembleia. “Trabalhei muito mais com os meus pares do que propriamente em intervenções. Não era esse o meu propósito. Há pessoas que têm espírito para fazer uma carreira política. Não pretendo fazê-lo”, aponta. A agora presidente é de opinião que nas assembleias não se vivia um ambiente de “verdadeira discussão” e de “esclarecimento de situações”. Para Helena Santos, as assembleias “eram tão pouco participadas pelas pessoas e pelo público que não era muito desafiante nem interessante fazer nelas intervenções”.

Quando o actual presidente da Câmara, Joaquim Jorge, lhe faz o convite para assumir a liderança da assembleia municipal, a autarca entendeu inicialmente que tal não seria necessário. “Acreditava que tudo se encaminhava para que houvesse essa mudança. Poderia continuar perfeitamente como uma cidadã participativa. O meu principal propósito era mesmo que houvesse uma mudança”. Mas Joaquim Jorge entendeu que “nada era seguro” e que a sua presença era “importante para renovar a assembleia”.

Um relação de proximidade, não de servilidade

“Quero ser uma presidente de assembleia presente, não ausente. Faço questão de passar pela Câmara com frequência”, diz Helena Santos. A presidente passa pela autarquia pelo menos duas vezes por semana, à Segunda e à Quinta-Feira de manhã. “Passo também quando é necessário algum documento de que seja preciso inteirar-me, assinar, dar conhecimento, dar despacho, aquilo que for preciso”, refere.

Importante para a clínica é estar presente e atenta, assim como abrir a assembleia à população. “Gostaria muito que a assembleia fosse um lugar interessante onde as pessoas gostassem de ir. A discussão na assembleia tem ser interessante e não demagógica. Deve ser uma verdadeira e esclarecedora discussão de ideias”. A autarca anuncia igualmente mudanças na intervenção do público nas assembleias, tendo sido criados dois períodos para a intervenção deste nas sessões ordinárias. “Outra diferença é que o público intervém e tem uma resposta imediata. Seja de quem for. Para mim é fundamental que se responda e que se esclareça o cidadão. A figura mais importante é o cidadão”, afirma.

“A minha relação com a autarquia é uma relação de proximidade mas não de servilidade”, afirma a presidente, também consciente de ser uma representante de todos os cidadãos. “Para mim não existem cidadãos daqui e de acolá. Todos são para respeitar da mesma maneira”. Helena Santos sente-se uma “quase independente”. “Não estou filiada em partido nenhum, estou à vontade para me sentir independente”.

A autarca enfatiza ainda a boa relação que mantém com os outros elementos da assembleia. “Conheço quase todas as pessoas que estão na assembleia e as que não conheço vou conhecer. O que francamente sinto é que as pessoas me respeitam e têm por mim uma consideração que é idêntica àquela que eu tenho por toda a gente”.

Necessidades no concelho

A autarca sente que há muitas e prementes necessidades no concelho, como a revitalização de áreas degradadas, sobretudo edifícios públicos que estão desaproveitados. “Sinto eu, sentem os cidadãos e sente de certeza o executivo camarário, porque essa foi uma preocupação que sempre nos acompanhou”, refere. A presidente sublinha ainda a necessidade de se investir nos transportes e enfatiza o problema da água e do saneamento. “É um problema dificílimo de resolver mas tenho a certeza absoluta que o presidente e os vereadores estão a fazer todos os esforços no sentido de encaminharem estas questões. Não de as resolver de um dia para o outro”.

Mulher, mãe, médica, presidente

A autarca acredita que irá gerir “muito bem” os papéis de mulher, mãe, médica e presidente da assembleia municipal. “As coisas complementam-se. Se for uma cidadã satisfeita e realizada, vou ser uma mãe mais empenhada, se for uma mãe mais empenhada, sou uma mulher mais feliz, se for uma mulher mais feliz, sou uma médica mais competente”.

 

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