Susana Mortágua é natural do Pinheiro da Bemposta. Susana Mortágua é natural do Pinheiro da Bemposta.

Uma mulher de “muito empenho”

Por / Política / segunda, 20 novembro 2017 09:49

Arquitecta, 35 anos, a trabalhar na área do desenvolvimento de mobiliário para a indústria, Susana Mortágua foi eleita pelo CDS-PP para a presidência da união de freguesias do Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz.

O convite para encabeçar uma lista surgiu da parte da comissão política de Oliveira de Azeméis do CDS-PP em Maio deste ano. Susana Mortágua tem 35 anos, é arquitecta, tendo estudado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto entre 2000 e 2006.

Depois de acabar o curso, começou a trabalhar num gabinete de arquitectura e design ligado ao desenvolvimento de mobiliário para a indústria. Decidiu, entretanto, começar o curso de engenharia mecânica. Neste momento está no 3º ano, a poucas disciplinas de concluir a licenciatura. “Dada esta situação actual, o curso vai desacelerar”, diz, rindo.

Em política, Susana Mortágua é uma pessoa atenta à realidade e ao que acontece. Talvez pela formação académica ao nível do urbanismo e do desenvolvimento das cidades, preocupa-a bastante a gestão territorial.

Quando lhe lançaram o convite para se candidatar ao lugar que agora ocupa, a democrata-cristã aceitou de imediato, vendo nele um desafio pessoal “muito grande”. “Eu era uma pessoa muito reservada e vi aquilo como o desafio de ter de comunicar mais com as pessoas, procurar saber quais são as suas necessidades e preocupações”, confessa.

“Havia uma vontade de mudança”

O Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz são três freguesias que constituem um território “muito vasto, muito variado”. “Temos uma mancha de floresta muito importante, sobretudo em Palmaz, e que naturalmente estará nas nossas preocupações.

Por outro lado, temos um património muito interessante”, refere. Segundo a centrista, a Bemposta constitui a zona histórica da área, com um potencial que ainda não está a ser completamente usado e potenciado.

“Temos também uma massa de associativismo muito forte, com uma dinâmica muito interessante. Queremos estar muito próximos dela para poder usar essa dinâmica no sentido de promover a terra e a união de freguesias no concelho e não só”.

Susana Mortágua acha que a sua vitória foi surpreendente apesar de no percurso ter notado uma vontade de mudança nas pessoas. “Acho que de uma forma geral no concelho havia essa vontade de mudança”, afirma. Importantes foram também as pessoas “credíveis” da lista. “Foi certamente uma vitória histórica para o CDS e é muito importante para o CDS poder ganhar juntas de freguesia porque acho que o trabalho começa aí”, destaca.

No que toca ao problema da água e do saneamento, a autarca refere que o contrato da Câmara com a Indaqua está muito “condicionado” e não é favorável ao concelho. “Não sei se da parte da Câmara não houve até agora uma certa inércia. Mas isto não vem só de há quatro anos para cá”. Susana Mortágua explica que houve fundos comunitários que deveriam ter sido aproveitados. “Se olharmos para os concelhos vizinhos não é comparável a taxa que nós temos com a taxa que eles conseguiram nos últimos anos atingir”, vinca.  

“O nosso orçamento é muito limitado”

No que toca à rede viária do Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, a centrista esclarece que existem na união de freguesias casos de estradas realmente degradadas. “Muitas vezes as obras que se fazem a nível das estradas são feitas aplicando-se um tapete sem ter em conta a drenagem das águas pluviais, por exemplo”, explica.

Para a presidente, apesar de se estar a resolver um problema, “acabam por se criar outros problemas que deviam à partida ser resolvidos no momento em que se está a executar a obra”.

Ao nível da educação e do “Aproximar Educação”, a autarca refere que tem sido feito um bom trabalho. Mas salienta que no que toca à acção social e ao cuidado com os idosos é preciso dar continuidade e tentar perceber se o que está a ser feito será suficiente. “Tenho conhecimento de que existem listas de espera para aceder aos meios e aos serviços existentes”.

Por um envelhecimento ativo

Susana Mortágua acha que também neste campo se deveria apostar na prevenção, de forma a que o envelhecimento na união de freguesias seja um envelhecimento activo. E a única resposta não pode ser a “institucionalização dos idosos”.

“Se conseguirmos promover ao longo da vida das pessoas a actividade física e o desenvolvimento pessoal e intelectual, talvez consigamos garantir que elas tenham uma qualidade de vida mais prolongada e que cheguem a uma determinada idade já mais autónomas, sem problemas tão profundos”, destaca.

Nos quatro anos em que vai dirigir os destinos da união de freguesias, a autarca quer, por exemplo, apostar nos parques infantis e levar a cabo um trabalho de colaboração com a Câmara Municipal. “O nosso trabalho passa muito pela manutenção dos espaços. Depois, passa pelo aproveitamento dos espaços naturais”, diz.

Para a democrata-cristã, os presidentes de Junta deveriam ter mais autonomia, principalmente ao nível das verbas. O orçamento da união de freguesias é tão limitado que há projectos com os quais não será possível avançar a não ser com o apoio da Câmara Municipal. “Por outro lado, se a nossa capacidade financeira aumentasse, poderíamos ser agentes mais activos no sentido de executar projectos, pela nossa proximidade com o terreno”, enfatiza.

Susana Mortágua promete muito trabalho e muito empenho. “Não desisto facilmente, sou muito dedicada, sou alguém que dialogo com todos e não tenho qualquer tipo de preconceito a nível político. A minha única convicção é de que as coisas só se conseguem com muito trabalho”.

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