‘Ajuste Secreto’ | PS não comenta e assegura que não fará qualquer aproveitamento político da situação

O presidente do Partido Socialista de Oliveira de Azeméis escusa-se a comentar, nesta fase, as detenções de Hermínio Loureiro e Isidro Figueiredo. O já assumido candidato ‘rosa’ à Câmara Municipal daquele concelho nas Autárquicas de outubro não quis, ontem, alimentar uma polémica sobre a qual ainda não se conhecem factos.

Contactado pelo Cidades Online, Joaquim Jorge não se alongou em palavras mas rejeitou pronunciar-se sobre a operação ‘Ajuste Secreto’ que decorreu segunda feira em cinco Câmaras Municipais, uma das quais Oliveira de Azeméis, e que além dos ex e actual presidentes oliveirenses, traz alegadamente envolvido o presidente do PSD de Azeméis.

“Ainda nem sequer foram ouvidos pelo juiz de instrução criminal”, justificou, segunda feira, o líder dos socialistas oliveirenses, acrescentando que além disso “há que ter respeito pelos familiares dos envolvidos, numa altura que deve ser muito difícil”.

Remetendo apenas para “mais tarde” uma eventual reacção do partido, Joaquim Jorge assegurou ao Cidades que “ao contrário do que muitos esperarão” não irá ser feito “qualquer aproveitamento político da situação”.

Entretanto, o “Expresso” veio citar Salvador Malheiro, líder da comissão distrital de Aveiro do PSD e presidente da Câmara de Ovar, que prefere igualmente “deixar a justiça funcionar antes de o partido tomar posições”.

Também ele opta por aguardar as conclusões dos interrogatórios judiciais desta terça-feira, no Tribunal de Santa Maria da Feira, e só então decidir se a estrutura aveirense irá continuar a apoiar ou não a candidatura de Isidro a presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis.

No âmbito da operação Ajuste Secreto, foram detidas, ao todo, sete pessoas pela presumível autoria de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência.

O inquérito-crime está a ser conduzido por dois procuradores da secção do Ministério Público de Santa Maria da Feira, que faz parte do DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Aveiro e envolveu a realização de escutas telefónicas.

Nesta operação realizaram-se 31 buscas, cinco das quais também em clubes locais de futebol e quatro em empresas do sector da construção civil, nas quais participaram magistrados do Ministério Público e cerca de noventa elementos da Polícia Judiciária.

Segundo o ‘Observador’ a PJ terá apreendido 15 imóveis e seis viaturas e terá solicitado o congelamento de cerca de 6 milhões de euros depositados em diversas contas bancárias. “Todos estes bens e valores poderão ter, na perspetiva da Judiciária, uma alegada origem ilícita relacionada com a investigação em curso”, explica aquele órgão de imprensa.

Modificado em terça, 20 junho 2017 00:42

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