Mudança

Mudança

Por Bruno Costa / Opinião / segunda, 05 fevereiro 2018 11:26

A mudança chegou a Oliveira de Azeméis, por muito que a pretendam ignorar ou minimizar. Resultado de encontro e reflexão, esta é a primeira mudança a que se assiste: não de infra-estruturas mas de posturas. Porque um concelho para se engrandecer tem primeiro de se encontrar. E reconhecer os seus problemas.

Volto a afirmar que em Oliveira de Azeméis havia muita confusão nos conceitos. Antes discordância significava maledicência e, como tal, os seus autores eram tidos como “maus pensadores”, “profetas da desgraça”, os “bota-abaixo”. O campo político era definido em “quem está comigo é bom e contra mim é mau”. E muitos arredaram-se da discussão política por não se identificarem com esta forma de estar.

Esta forma de exercício do poder, a espaços altamente castradora, terminou. Hoje, assiste-se ao desejo de muitos e muitas oliveirenses serem actores desta mudança, sejam eles militantes partidários ou independentes. A mudança certa tem este condão: contagia. E, neste clima de mudança, espera-se que discordância signifique o apontar de novos caminhos, fazendo reflectir os nossos; hoje em dia, uma discordância construtiva pode constituir-se opção.

A mudança está em marcha. Muitos, espantosamente, esperavam que no imediato essa mudança se traduzisse em mais obras grandiosas. Mas, se o grandioso é a altura da nossa história enquanto concelho, não cuidar do básico é o vergonhoso da nossa história. Não me percebam mal. Não quer dizer que antes não houvesse essa vontade e que tenham sido dados passos nesse sentido. O hábito terá feito escorrer provavelmente a exigência e dinâmica. E, até nisto, se assiste à mudança: o que de bom foi desenvolvido tem sido aproveitado ao invés de abandonado apenas por ser de “outra cor”.

Contudo, esta não é uma mudança que enfrenta apenas as dificuldades inerentes da governação. Acrescem àquelas, os obstáculos criados por rotinas enraizadas durante anos e que têm sido ultrapassados. Hoje existem políticas que antes não existiam - seja pela preocupação na poupança; na análise cuidada das parcerias e no escrupuloso cumprimento da lei; no estabelecimento de critérios claros para apoios; inscrevendo-se em orçamento aquilo que é exequível dentro do pior cenário esperado, para que se este não se verificar, se possa investir ou fazer diminuir de forma mais rápida a dívida.

A mudança está aí e foi a mudança que os oliveirenses quiseram. Espera-se que posturas de superioridade ou de posse se vão esbatendo, até desaparecerem, dando lugar ao respeito pelas opções pois, para ser consistente, a mudança deverá ser gradual e exigirá de todos igual cooperação e elevação.

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