A maioridade do século

A maioridade do século

Por Jorge Melo / Opinião / segunda, 05 fevereiro 2018 11:11

Este ano o século XXI atinge a sua maioridade: 18 anos. É uma perspetiva curiosa se olharmos para os próximos 82 anos, altura em que o zero passa para o dígito 1 e, consequentemente, para o século XXII.

Lembra-se de que havia o mito e até um provérbio de que “a dois mil chegarás de dois mil não passarás”? O ano 2001 foi mesmo a viragem do milénio e o início do século XXI, para uns o provérbio infelizmente foi real, para a maioria foi apenas mais um mito que não se cumpriu porque a Terra continua a girar e as voltas da vida também!

Um início de vida de século que trouxe uma infância difícil para o Mundo, para a Europa e para Portugal, em particular. O 11 de setembro marca definitivamente um início de século catastrófico e em consequência vem a “guerra contra o terror” e a invasão do Iraque pelos países ocidentais. Um ano depois o Tsunami no Oceano Indico que atinge duramente a Indonésia, o Siri Lanka, India e Tailândia. Em 2008, a China sofre um terramoto violentíssimo de 7,9 na Escala de Richeter e deixa mais de 87 mil mortos e desaparecidos. No mesmo ano, um outro tipo de terramoto, financeiro, deflagra numa crise financeira e económica, a mais grave desde 1929, com a bancarrota do tradicional banco de negócios Lehman Brothers. Começa uma forte recessão mundial que atinge a maioria dos países.

Este início de século é marcado também pela eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, que assume o poder a meio de uma das piores crises económicas da história, tendo ainda conseguido ganhar o Prémio Nobel da Paz em 2009.

Com exceções da China e do Brasil, países emergentes, esta crise económica e financeira abalou muito a Europa e a União Europeia que só agora tem sinais positivos no seu desenvolvimento. Para além da Grécia, visivelmente o país que mais sentiu a crise, Portugal, também a sentiu de forma dura pois foram pedidos muitos sacrifícios aos portugueses. Num primeiro momento, com a entrada do euro na vida dos portugueses em 2002/3, a vida encareceu, o reflexo desse aumento do custo de vida veio a salientar-se e a revelar-se ainda mais com esta crise financeira e económica mundial e hoje, depois dos portugueses terem suportado toda a crise dos últimos oito anos, o custo de vida em Portugal é considerado um dos mais baixos da Europa, mas isso é também reflexo do baixo salário mínimo.  

Este início de século teve uma infância e uma adolescência dura, com algumas catástrofes naturais e outras produzidas pelo homem que tem ganho consciência de que está a matar o planeta Terra lentamente e que se nada se fizer urgentemente este poderá ser o último século!

No entanto, ainda há muita esperança e confiança no homem e neste século, que agora atingiu a maioridade. Talvez o Homem tenha aprendido ao longo destes 18 anos que o caminho a seguir é o da preservação e o da sustentabilidade do meio ambiente, o da fraternidade e tolerância entre os vários povos e países da Terra e que a principal missão dos líderes é de preparar e conseguir melhores condições de vida para o futuro deste planeta azul.

Nós temos, naturalmente, maior preocupação com este cantinho à beira mar plantado, vivemos tempos de euforia turística, dizem que estamos na moda, expressão que de certa forma assusta, porque podemos passar a estar “démodé” e aí temos de ter a capacidade de ter outros mecanismos que compensem isso. Alargando o mapa, vemos uma União Europeia que ainda tem muitos desafios pela frente, desafios que ainda não foi capaz de os colocar em prática. 

A juventude e a vitalidade do século pode ser o impulso para se tornar realmente, numa verdadeira União Europeia! 

 

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