Uma retrospetiva

Uma retrospetiva

Por Sandra Marques de Paiva / Opinião / terça, 19 dezembro 2017 14:12

E, num flash, estamos no final do ano!

Lembro-me como se fosse ontem, estar no final de 2016 e ansiosa que o ano acabasse para começar um novo, cheia de esperança e expectativa. 2016 foi um ano mau, mas confesso, este foi três vezes pior.

Mesmo assim, não estou com a ânsia de que acabe. Contraditório? Sim. Ou talvez não. Fazendo a retrospetiva do ano anterior, de nada me valeu um ano novo, só piorou. Portanto, a fórmula é mesmo viver um dia de cada vez, independentemente de ser bom ou mau. É preciso dar o corpo às balas e segurar o touro pelos cornos, enfrentar as contrariedades. No fim, o bom ou o mau, só dependem da nossa perspetiva. Essa, transforma tudo. 

É incrível o poder que temos sobre a nossa vida. 

Há uns tempos li num blog, um texto que falava sobre pessoas que gostam de viver a vida "com emoção" ou "sem emoção" e a importância destes dois tipos de pessoas para manter o equilíbrio na vida - é preciso ter pessoas "com emoção" para abrirem caminhos e mentalidades, pois são elas que ousam, vestem a camisola e rasgam o peito sem medos; também é preciso ter pessoas "sem emoção", sendo elas mais racionais e calculistas e, obviamente, com aquela certa dose de medo que as faz arriscarem muito pouco, transmitindo segurança e tranquilidade. São formas diferentes de pensar e ver o mundo que se complementam, como o Yin e o Yang.

Vejo-me como parte das pessoas "com emoção". Gosto de ousar, criar e inovar, de um universo que me sacuda e me faça sentir intensamente. O meu lado transgressor é forte e, por isso, sou inspirada por histórias de pessoas que saem (literalmente) da zona de conforto e nos mostram que há tanto para ver e viver e tantas formas de fazer a vida valer a pena!

Rotina é aquela palavra que sempre me deu arrepios. Qual é a graça de dias sempre iguais? Fazer sempre a mesma coisa, estar sempre com as mesmas pessoas, ir sempre aos mesmos sítios, comer sempre a mesma comida... é o sentimento de segurança, do conhecido e, principalmente, do aborrecido. Pudera que haja tanta gente insatisfeita no mundo - preferem a inércia a arriscar o desconhecido, mesmo que essa letargia não as faça felizes.

"As pessoas querem que a vida passe depressa para chegarem à happy hour".

A happy hour somos nós que a criamos, assim que nos olhamos sem filtros e sem medo do que os outros possam pensar de nós. Não há viagem mais louca do que a que fazemos à descoberta de nós próprios e nunca, nenhuma, será tão espetacular e tão intensa como essa.

Assim que conseguimos começar a deixar para trás a sensação de "estar errado" porque não nos adaptamos a padrões de outras criaturas, até a nossa saúde melhora. É por isso que sou tão apaixonada por gente de verdade. Pode não parecer, mas há muita gente interessante a cruzar-se no nosso caminho e que tem tanto para nos ensinar.

És dessas pessoas que acordam de manhã e se estiver a chover dizem: "Que dia miserável"?

Não é um dia miserável, é somente um dia de chuva. Se usarmos as roupas apropriadas e mudarmos a nossa atitude, podemos ter um dia maravilhoso de chuva. Agora, se a nossa crença é a de que dias de chuva são miseráveis, sempre teremos dias miseráveis quando chove. Lutaremos contra o dia, em vez de acompanharmos o fluxo do momento. Não existe bom ou mau tempo, existe o clima e as nossa reações a ele.

Se quisermos uma vida alegre, precisamos ter pensamentos alegres. Se quisermos uma vida próspera, precisamos ter pensamentos de prosperidade. Se quisermos ter uma vida com amor, precisamos ter pensamentos de amor. Tudo o que enviamos para o exterior, mental ou verbalmente, voltará a nós de forma igual.

Em que estás a pensar agora?

Se os pensamentos moldam a nossa vida, gostarias que o que estás a pensar se tornasse verdade?

 

Confia no teu instinto e ele te dará as respostas que precisas saber!

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