A gestão de vontades

A gestão de vontades

Por Bruno Costa / Opinião / sexta, 17 novembro 2017 16:23

Portugal ainda não está bem. O país continua com graves problemas, como os incêndios o demonstraram. Podemos gerir as expectativas ou, de uma forma honesta, apelar à exigência para trabalhar em conjunto na correcção de problemas estruturais.

Mas Portugal está melhor. A contestação que alguns grupos profissionais demonstram e as polémicas que a oposição tenta encontrar, em assuntos que pouco importam, é sinal disso mesmo. À primeira vista parecerá um paradoxo mas não é. Só quando se vislumbram perspectivas de possibilidades é que se reivindica aquilo que cada um entenderá como merecido.

Na anterior legislatura fizeram os portugueses acreditar que o seu sacrifício seria por um bem maior: ajudar Portugal a sair da crise. Por isso as pessoas viram os seus salários cortados, acompanhados por uma carga fiscal pesada. Até feriados foram diminuídos e as horas de trabalho aumentadas. Tudo em nome do aumento de produtividade. E tudo foi aceite. A contestação, quando se fez sentir, foi tímida, sinal que as expectativas foram exemplarmente trabalhadas pelo governo. Não era possível mais. As pessoas foram geridas em função dos números.

Depois veio o governo de António Costa e ficou demonstrado que as coisas poderiam ter sido feitas de outra forma: crescimento a par de diminuição de desemprego e reposição de salários. Este é o actual cenário: a geringonça funciona.

Quando estamos numa posição mais favorável tornamo-nos mais exigentes. Esquecemos o bem comum e olhamos para os nossos direitos. Um aumento na contestação significa que as pessoas percebem que existe margem para melhorar as suas condições de vida e aquilo que consideram justo. Nesta legislatura o que tem sido ponderado são as vontades. Os números são geridos em função das pessoas.

Comparando as duas formas de governar percebe-se que a mais fácil é a primeira. Traz menos riscos e conduz as pessoas ao que queremos. A segunda traz mais riscos, desgaste, por serem necessárias constantes negociações, mas é aquela que envolve mais as pessoas, tornando-as participativas e activas.

É esta política que Joaquim Jorge, como Presidente da Câmara Municipal, juntamente com o seu executivo, pretendem implementar: proximidade e envolvência dos oliveirenses, com os funcionários camarários devidamente motivados.

Entre outras medidas, a figura do provedor do munícipe será criada, bem como o conselho consultivo municipal; sinais que a gestão será feita junto dos oliveirenses, com estes. Para mim, esta é a melhor forma de fazer política: aquela que, da gestão de vontades e máximas exigências, faz emergir responsabilidades e prioridades. Em nome dos problemas essenciais que urgem ser resolvidos. 

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