Sem ponta por onde se lhe pegue

Sem ponta por onde se lhe pegue

Por Isabel Brandão / Opinião / sexta, 17 novembro 2017 15:50

Não sei falar de política! Não sei falar de futebol! Não quero falar de religião! Não que não tenha a minha opinião, mas simplesmente porque penso não adiantar de muito. Todos somos diferentemente iguais e cada um tem uma forma diferente de ver as coisas, e ainda bem!

Mas neste momento o que sinto reflete-se em quase todos nós, não só pelos acontecimentos, como também pelas escolhas, pelas decisões e/ou a falta delas, e do desfecho de alguns casos, diria chocantes, que temos vindo a vivenciar.

O nosso querido país à beira-mar plantado não tem ponta por onde se lhe pegue!

Assistimos na comunicação social a factos que deixam os argumentos por terra e nos deixam quase sem ar, imagem sem palavras.

Vemos velórios interrompidos pelo Ministério Público para levar os mortos para autópsias.

Vemos os nossos ministros contentes porque as instituições funcionaram relativamente à recuperação de material roubado depois de uma chamada anónima (e até aparece material que nem sabiam ter sido roubado! ficamos a ganhar!).

Organiza-se um jantar festivo no Panteão Nacional?!

“O Panteão Nacional destina-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade. As honras do Panteão podem consistir na deposição, no Panteão Nacional, dos restos mortais dos cidadãos distinguidos ou na afixação, no Panteão Nacional, de lápide alusiva à sua vida e à sua obra."

Vários vídeos e denúncias de comida quase podre e outra quase crua nas cantinas das escolas públicas. É instaurando um processo à criança que tornou público um dos vídeos onde aparece uma lagartixa?!

Novo surto de Legionella num hospital do Serviço Nacional de Saúde.

O Urban Beach, sem licença há 4 anos, continua a funcionar, a ser frequentado e a dar que falar.

Um dos nossos ministros a afirmar que os portugueses estão doentes, velhos e abandonados.

O orçamento para refeições dos presos que é insuficiente para os alimentar.

O agressor de polícia, já acusado de 17 crimes, posto em liberdade...

E tem sido isto não é?

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