Tempo de mudança…

Tempo de mudança…

Por Carlos Costa Gomes / Opinião / segunda, 30 outubro 2017 10:38

1. Como todos os oliveirenses sabem na passada 2ª feira, dia 22, os Órgãos Autárquicos tomaram posse para os cargos que foram eleitos. Terminadas que estão as “disputas” eleitorais, é tempo de unir esforços em torno de uma causa comum – Oliveira de Azeméis.

Todavia, considero pertinente refletir sobre a eleição da presidência da Assembleia Municipal, órgão ao qual foi candidato e que por maioria o povo oliveirense votou na candidatura do PS.

Como sabemos a eleição do ou da presidente da Assembleia Municipal não depende apenas do voto popular. A lei que regulamenta a eleição dos órgãos autárquicos, nomeadamente, no que diz respeito à Assembleia Municipal, diz que o ou a presidente deste órgão é eleito entre os pares. Creio, independentemente da bondade desta lei, ela é, em si mesma, incoerente com a vontade do povo expressa pelo voto.

2. Assim sendo, na qualidade de primeiro eleito do PSD a este órgão, propôs, com o acordo dos responsáveis do partido, que o PSD não apresentasse lista à mesa da Assembleia Municipal, uma vez que a vontade expressa pelo povo oliveirense no ato eleitoral, foi favorável ao Partido Socialista, na pessoa da Helena Santos. Posição assumida e aceite pelos responsáveis do Partido Social Democrata.

3. A posição que foi assumida por mim e pelo PSD tem em vista a honestidade do ato eleitoral. Não considero justo, apesar de todas as consequências que esta posição possa evidentemente trazer para futuro, que por atos administrativos, legais certamente, tentar aquilo que no ato eleitoral não se conseguiu atingir. Sei que no passado e nas mesmas circunstâncias, outros, não pensaram assim. Mas o tempo muda, as pessoas mudam e são os atos, os pequenos atos, que nos podem aproximar de uma política mais justa, que pense mais no serviço às populações do que nos cargos que cada de nós podem ou não vir a poder exercer.

4. Senti o dever, como o PSD sentiu a obrigação, de não afrontar, por via da apresentação de uma lista à Assembleia Municipal, o voto, a vontade e direito do povo oliveirenses na escolha que fez. É certo, e devemos usar de honestidade intelectual que no cenário atual, a maioria parlamentar do PS na assembleia anularia qualquer intenção de uma segunda lista. Mas, por isso mesmo, considero que seria ainda mais grave o afrontamento ao voto do povo se tal apresentação ocorresse. A vontade do povo expressa pelo voto, na minha perspetiva, não deve ser coartada com os interesses políticos/partidários.

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