Boa sorte

Boa sorte

Por Jorge Melo / Opinião / sexta, 29 setembro 2017 10:02

O perigo da uma defeituosa Globalização é exatamente o crescimento dos extremismos. Uma política de globalização deficiente, mal definida, que deixe espaço para a insatisfação e para a descriminação social, abre logo caminho para o extremismo. E julgo que os resultados das eleições na Alemanha mostram-nos isso mesmo!

A falta de políticas integracionistas firmes, a crise económica e de liderança que a Europa passa reflete-se no comportamento eleitoral dos alemães. Apesar da chanceler Angela Merkel ter vencido as eleições, o seu partido obteve o pior resultado desde o pós-guerra, assim como, o principal adversário, o SPD.

Cresceu o partido da extrema-direita que obteve um resultado inesperado e significativo tendo sido a terceira força mais votada. Este avanço da extrema-direita, muito popular na antiga Alemanha Oriental, marca o retorno dos nazis pela primeira vez em mais de 70 anos. Esta entrada no parlamento de deputados de um partido “xenófobo, revisionista e antieuropeu” é uma grande prova de resistência para a democracia alemã.

Mas o mundo tem outro foco cujo perigo de conflito está bem mais perto de acontecer, ou não! Falo das acusações entre Washington e Pyongyang, acusações mútuas, insultos, ameaças, ações provocatórias, atitudes de certa forma infantis de alter-ego dos dois líderes num assunto demasiado sério.

Não é desta forma que se consegue a harmonia internacional mesmo quando as diferenças são acentuadas. Agora entramos na fase da moralidade: “eles declararam guerra”; “não, é um absurdo nós não declarámos guerra!”. Enfim, espero que alguém com bom senso e experiência diplomática consiga que a Coreia do Norte e os EUA deixem de se provocar e de colocar o mundo em sobressalto!

Já basta para o mundo Neymar ter colocado a relação de Sara Sampaio em perigo, por causa de uma festa! Pois não tem nada a ver, foi apenas um comentário “fait diver” para aliviar a tensão mundial… tensão que vai aumentar até domingo cá no nosso Portugal, por causa das eleições autárquicas!

Agora é um corre-corre na caça ao voto, pessoa a pessoa, casa a casa, rua a rua em aldeias, vilas e cidades do meu Portugal. É a semana derradeira para quem quer o poder durante quatro anos.

Nesta altura surge com naturalidade o comentário “havia de haver eleições todos os anos”. Este desabafo é dito porque é precisamente pouco antes das eleições que se aposta no asfalto e em pequenas obras essencialmente na rede viária para satisfazer os mais críticos e os menos satisfeitos. Os partidos vão contar quem tem mais municípios, as conquistas, as reconquistas e omitir as perdas, as derrotas.

Os agentes do poder autárquico esquecem-se, por vezes, ao longo do mandato, que são os representantes de todos os munícipes a partir do momento que ganham as eleições. De todos sem exceção, do rico ao pobre, do culto ao inculto, do mais velho, ao mais novo, todos merecem tratamento igual sem sectarismos e descriminação. Esse poder tem de ser encarado essencialmente com o espírito de missão.

Os portugueses nas eleições têm mostrado sabedoria na altura de votar e seja qual for o resultado destas autárquicas será certamente um resultado que irá mostrar uma vez mais essa sabedoria através do voto de cada um. É a maior beleza da vida democrática, por essa razão todos devemos de exercer esse direito para depois termos moral para exigir.

 

Boa sorte!

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