O estranho caso da oposição PS em Oliveira de Azeméis

O estranho caso da oposição PS em Oliveira de Azeméis

Por Bruno Costa / Opinião / quinta, 24 agosto 2017 14:48

Em Oliveira de Azeméis, na Câmara Municipal, o PS sempre foi oposição. Ao longo destes anos, fruto de uma postura reflexiva e credível, têm sido cada vez mais os oliveirenses a identificarem-se connosco. O PS está cada vez mais presente e assume-se como um dos principais partidos do Concelho de Oliveira de Azeméis. Só uma presença forte e incómoda deste partido justifica um minucioso escrutínio, no campo do contraditório, e uma estranha benevolência para com quem governa. Só o facto de eu estar a mencionar isto já leva a que algumas pessoas pensem: “lá está o PS no campo das queixas”, quando se está apenas e só no campo das reflexões.

Entrar em Oliveira de Azeméis é como mergulhar no outro lado do espelho da Alice, onde todas as regras são subvertidas. Neste lado do espelho, qualquer ato do PS é analisado ao pormenor, estando sempre associado, sob um prisma negativo, ao que de relevante (não necessariamente o mais importante ou interessante) acontece no concelho. Quem governa era como se nunca tivesse estado cá, apesar de estar lá sempre.

Se o PS assume que quer governar não está a ser humilde. Se aponta o que está errado é porque só sabe olhar para o que está mal. Se olha para o que está bem, quer aproveitar-se. Se apresenta um programa eleitoral é demagogia. Se apresenta líderes capazes, estes são tidos como inexperientes. Se são publicadas notícias desagradáveis na imprensa regional, insinuam-se relações perigosas da Comunicação Social com o PS. Em suma, tudo de errado que acontece no concelho é culpa do PS, porque este não está a fazer devidamente o seu trabalho de oposição. E, quando decidimos mencionar aspetos a corrigir, voltamos ao início deste estranho caso da oposição PS em Oliveira de Azeméis. Posso exemplificar: o PS é acusado de não reconhecer o esforço que está a ser feito na diminuição da dívida no nosso concelho. Questiono: quem fez a dívida teve igual julgamento? Louva-se quem diminui a dívida esquecendo-se quem a fez? Critica-se quem critica a dívida e não se critica quem a contraiu.

 

A quem entender que este espaço foi uma oportunidade perdida, por não apresentar ideias ou projetos, recordo que as linhas estratégicas do PS têm sido apresentadas noutros contextos. Aqui pretendeu-se desmontar emoções para dar lugar às reflexões. Os projetos só serão reconhecidos se não houver estados de alma a interferir com a sua leitura e análise. Muitos oliveirenses têm rejeitado os nossos projetos apenas por serem do PS. Todavia, muitos outros oliveirenses têm aderido às nossas propostas, porque reconhecem nelas o resultado do que nos transmitiram ao longo destes quatro anos e da nossa experiência enquanto oposição. A campanha do PS é centrada nas ideias e projetos e tem sido capaz de gerar a emoção que mais nos importa: confiança. É com este sentimento que contamos, para que, a partir de 1 de Outubro, o PS seja julgado como poder e não como se fosse sem ser. 

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