Grandes e pequenos

Grandes e pequenos

Por Jorge Melo / Opinião / quarta, 02 agosto 2017 09:57

O mundo é, sem dúvida, dos grandes! Grandes no sentido de poder, e esse poder relativizado à dimensão onde se insere e onde exerce, claro! Mas mesmo os “grandes” precisam sempre de alguns “pequeninos” que os ajudam a prevalecer as suas ideias e a implementar o seu poder. Se o “Grande” tiver êxito, os “pequeninos” vão usufruir uma migalha desse êxito. É assim nos conflitos, nos organismos, nas relações internacionais, no mundo, na União Europeia, no país, no distrito, na autarquia, na freguesia, na rua, em casa.

Neste sentido todos nós, por alguns momentos, no devido contexto, ora agimos como “grandes”, ora como “pequenos”. No entanto, uma coisa é certa: o que prevalece é sempre a vontade dos “grandes” mesmo quando essa vontade é influenciada pelos “pequenos”. Aliás, a tentativa de influência é a única arma dos pequenos mas acabam sempre por sempre subservientes e a última vontade é sempre dos “grandes”.

A maior parte das vezes os “grandes” têm as suas estratégias bem definidas e normalmente servem-se dos “pequenos” colocando-os, por exemplo, em conflito, matando-os não havendo dúvidas de que esses “grandes” são tão hipócritas ao ponto de fazerem durar uma guerra de seis anos na Síria onde todos os dias morrem crianças. Não faltam assim conflitos internacionais como no Líbano com o grupo xiita Hezbollah, na República Democrática do Congo, onde muitas pessoas desesperadas atravessam o estreito de Gibraltar e a estes juntam-se os magrebinos do Norte de Marrocos que fogem do regime de Mohamed VI. Muitos deste “pequenos” chegam à costa espanhola sem vida e os que chegam são tratados praticamente como presos e depois deportados.

Vejo o mundo como um caldeirão ao lume que vai enchendo e vai começando a ferver até que um dia vai entornar, com a aparente indiferença do cozinheiro! Esta imagem é bem ilustrativa do mundo que hoje vivemos

Outras vezes, os “grandes” usam os pequenos para imporem a sua vontade, por exemplo, na diplomacia, nas decisões políticas que vão sempre favorecer “os grandes”. Vemos isso na União Europeia onde a vontade da Alemanha prevalece a maior parte das vezes com a ajuda dos “pequenos”, como Portugal.

É este tipo de relacionamento a que assistimos no plano internacional mas também no plano nacional assim acontece com o próprio “governo parlamentar”, o PS e à sua volta o PCP e o BE.

 

Não estou a dizer nada que seja surpreendente nem nada de novo, no entanto, lembrar esta desigual correlação de forças e este relacionamento pode fazer-nos pensar que acontece porque todos nós deixamos acontecer, ora para preencher o ego, ora para sobrevivermos e esquecermos que tudo é finito.

Tags

Deixe um comentário

pub
Landeau Therapie
  • Popular
  • Comentários

Please publish modules in offcanvas position.