Estamos na Moda

Estamos na Moda

Por Jorge Melo / Opinião / quarta, 24 maio 2017 00:00

Na Europa estamos na moda, disso já não tenho dúvidas! Além da visita Papal e do impacto que esse acontecimento sempre causa, estamos na moda, muito por mérito de todos nós portugueses que, todos os dias, nos destacamos pela Europa fora, no desporto, na música.

[quote width="auto" align="left" border="#03a9f4" color="#333" title="Jorge Melo"] São cada vez mais os que querem conhecer Portugal também pelas riquezas históricas, tradições, paisagens naturais e gastronomia.[/quote]

Na Europa estamos na moda, disso já não tenho dúvidas! Além da visita Papal e do impacto que esse acontecimento sempre causa, estamos na moda, muito por mérito de todos nós portugueses que, todos os dias, nos destacamos pela Europa fora, no desporto, na música. Somos excelentes “lanças” espetadas pelo mundo.

Mas julgo que estamos na moda essencialmente pela nossa simpática hospitalidade e versatilidade para com todos que nos visitam.

E são cada vez mais os que querem conhecer Portugal também pelas riquezas históricas, tradições, paisagens naturais e gastronomia.

O turismo tem sido uma grande alavanca da economia e, cada vez mais, nascem e crescem ideias e negócios na área. O aumento dos turistas é evidente e no último trimestre foi clara a recuperação do PIB (Produto Interno Bruto), com crescimento da economia, no seio da União Europeia.

Um crescimento de 2,8% no primeiro trimestre, no que é o melhor registo desde 2007 e o sexto melhor da Zona Euro.

Uns dizem que resulta de um aumento das exportações, de um aumento do investimento e também da componente do aumento de consumo. Outros dizem que se deve às reformas realizadas pelo anterior Governo, à conjuntura internacional e na União Europeia mais favoráveis.

Pois bem, provavelmente todos têm razão mas eu digo que se deve essencialmente aos portugueses!

Sim, aos que todos os dias se esforçam a trabalhar, em inovar, investir, produzir, exportar, vender/comprar desde sempre mas, essencialmente, desde 2011, altura da grave crise económica.

O ano 2017 tem sido um ano de eleições em alguns países importantes para perceber o seu posicionamento geo-estratégico e geo-económico no mundo.

Foi assim com os E.U.A., com o Reino Unido e recentemente com as eleições em França com as quais a Europa respirou de alívio. Em setembro teremos importantes eleições na Alemanha, que se assumem como as mais importantes para os europeus da União.

Em outubro Portugal terá as suas eleições autárquicas, naturalmente sem repercussão internacional mas de grande importância interna, principalmente para os partidos e para os cidadãos que vão decidir quais são os seus governantes mais próximos.

E esta forma de governação autárquica, em tempos já discutida, talvez mereça uma nova e profunda reflexão, de qual seria a melhor forma de gerir os municípios. Se seria melhor ter Câmaras Municipais a serem geridas à semelhança de um “Governo”, ou seja, quem ganha as eleições preenche todos os lugares disponíveis na vereação e, por outro lado, a Assembleia Municipal seria, por excelência, o órgão fiscalizador com plenários mais frequentes.

Essencialmente, julgo que Portugal precisa de refletir numa nova divisão administrativa com uma corajosa reforma do estado que nos leve à reforma do próprio sistema eleitoral e por conseguinte dos próprios partidos.

No entanto, julgo que não vai acontecer nenhuma reforma estrutural tão cedo, devido à correlação de forças na atual conjuntura governativa.

 

 

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