Câmara de Anadia “combate” ninhos de vespa-asiática

Câmara de Anadia “combate” ninhos de vespa-asiática

Por Redação / Anadia / quarta, 29 novembro 2017 11:19

A Câmara Municipal de Anadia, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, já exterminou no concelho, durante o corrente ano, cerca de 150 ninhos de vespa-asiática (Vespa velutina nigrithorax). Este trabalho teve o seu início em 2016, quando foram detetados os primeiros ninhos, mas, em 2017, o seu número aumentou de forma rápida um pouco por todas as freguesias.

Os ninhos da vespa-asiática têm sido encontrados em árvores e em edificações, sendo as áreas de Arcos, Sangalhos e Amoreira da Gândara aquelas onde mais tem sido detetada a presença deste inseto e dos respetivos ninhos.

A vespa-asiática é uma espécie predadora, proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia, que ataca principalmente as abelhas. A sua introdução involuntária na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha, em 2010, em Portugal e Bélgica, em 2011, e em Itália, em finais de 2012. No nosso país, esta espécie esteve inicialmente circunscrita aos concelhos nortenhos, mas tem vindo a disseminar-se um pouco por todo o território, estando agora também presente na região centro. A vespa-asiática começa a construir os seus ninhos, de grandes dimensões, na primavera, preferencialmente em pontos altos e isolados. Esta espécie distingue-se da espécie europeia Vespa crabro pela coloração do abdómen (mais escuro na vespa asiática) e das patas (cor amarela na vespa asiática).

Os principais efeitos da presença desta espécie não indígena manifestam-se em várias vertentes, sendo de realçar na apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas, tendo já destruído várias colmeias, inclusive no concelho de Anadia. Por outro lado, pode também ser prejudicial para a saúde pública - apesar de não serem mais agressivas que a espécie europeia, no caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante hostil, incluindo perseguições até algumas centenas de metros.

Para além do extermínio dos ninhos, uma das soluções que está a ser adotada para apanhar as vespas-asiáticas e, assim, reduzir a sua disseminação, é a colocação, em fevereiro e março (quando começam a construir os ninhos), de armadilhas para captura das “rainhas fundadoras”.

 

Uma das precauções a ter é não mexer nos ninhos, face ao risco de eventuais ataques por parte das vespas. 

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