“Por incrível que pareça isto é quase tudo baseado na minha vida”, revela Raquel Costa, a propósito de A Gaja. O livro, lançado há dois anos, é daqueles que pode mesmo ser julgado pela capa: “Como sacar um gajo rico, livrar-se desse mono, agarrar a mulher dos seus sonhos e dar umas valentes berlaitadas”.

A frase é a auto-explicação com que se leva de imediato ao pegar no volume de 176 páginas. Com isso e com o ‘anel’ rosa choque dentro do qual se avisa que ‘a coisa’ é para maiores de 18.

E ao folheá-lo percebe-se: a carga sexual é tónica dominante. Mas a autora até afiança que a abordagem ao tema surtiu um impacto mais negativo do que positivo nas vendas, que apesar de não traduzirem “um sucesso retumbante” mostram que o livro ocupa “um nicho de mercado interessante”.

Mas vamos ao princípio. Raquel Costa, 34 anos, nasceu em Oliveira de Azeméis e migrou para a capital há mais de uma década. Por Lisboa, foi fazendo carreira no jornalismo especializado em celebridades e não tardou muito a captar, ela própria, uma quota parte de mediatismo.

Diz que é uma celebridade de lista ‘z’. Portanto, uma ‘zelebridade’, dizemos nós. E Não só por culpa d’A Gaja – que antes de ser livro foi página de Facebook, agora com 68 mil seguidores – mas também porque partilha com Fernando Alvim os palcos da rádio, na Prova Oral da Antena 3.

Em entrevista ao Cidades Online, Raquel Costa fala das suas experiências profissionais e conta como é o olhar de quem está na ‘cidade grande’ a mirar a terra natal, que guarda no coração apesar do “marasmo” que lhe diagnostica.

A dependência das figuras públicas e a sua própria dependência das redes sociais foi outro dos assuntos abordados: “Sou um bocadinho viciada em redes sociais, até porque preciso delas para o meu trabalho, mas não percebo essa exposição contínua de mostrar tudo da vida” confessou nesta conversa com João Araújo, com o qual Raquel Costa já trabalhou em rádio, mas há 19 anos. Era então uma menina da rádio, literalmente.

Assumindo como provável que possa vir a publicar mais um ‘tomo’ d’A Gaja, admite que gostaria de enveredar pelo romance. “Sei que o hei-de escrever , mas não quando. Não tenho ainda capacidade de escrita suficiente. É preciso levar mais umas patadas da vida para lhe dar algum recheio”, aponta.

Por enquanto, pode sempre seguir A Gaja no Facebook. Mas cuidado, que ela riposta. Já a Raquel, bem: o Cidades Online tem o privilégio de contar com ela na lista dos contribuidores. É só procurá-la em ‘Opinião’. E desfrutar. Antes disso, veja o vídeo da entrevista, lá em cima.

Modificado em segunda, 10 abril 2017 23:52

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