O líder dos centristas de Oliveira de Azeméis assegura que o partido ainda está a discutir nomes para avançar na frente da corrida às Áutárquicas 2017. Leia aqui o excerto da entrevista publicada na edição em papel do Cidades Online ou clique no ‘play’ e veja o vídeo integral.

Muitas pessoas perguntarão onde anda o CDS e o que tem feito.

O CDS de Oliveira de Azeméis - e esta Comissão Política - começou com dois objectivos concretos: Fazer crescer o Partido em militantes e simpatizantes e preparar um projecto autárquico.

Há um CDS antes e outro depois da tomada de posse de Pinto Moreira?

Cada presidente, cada direção terá de mostrar o que vale. É mais importante olhar para a continuidade do que para o que mudou. O que mudou foram pessoas. Há uma continuidade em torno de um projecto para o CDS.

O CDS já tem candidato à Câmara Municipal para as próximas eleições?

Não. Temos feito reuniões, têm sido sugeridos nomes, e como todos compreenderão na altura própria serão apresentados os candidatos.

Em termos de juntas de freguesia, o CDS tem o Jorge Paiva em Fajões. É um nome para continuar?

Temos estado a fazer um trabalho de proximidade em todas as freguesias. A nossa intenção é crescer ao nível das freguesias. Ter candidatos em todas as freguesias, mas só se forem candidaturas fortes. Temos de apostar para ganhar. Todos o s candidatos que aparecerem serão candidatos com qualidade e valia, e não para preencher listas.

Diz-se que Jorge Paiva poderá não ser candidato a Fajões pelo CDS…

O que o Jorge Paiva poderá ou não ser compete-lhe a ele. O que sei é que ele é militante do CDS-PP. O Jorge Paiva teve todo o apoio do CDS durante este mandato. Ele é uma pessoa livre de fazer o que quiser.

Mas conta com ele nas próximas eleições?

O CDS conta com ele para as próximas eleições. Até ao momento não disse nada em contrário à sua Comissão Política, mas creio que é uma pessoa com carácter e verticalidade.

É um candidato a manter, portanto...

O CDS tem intenção de apoiar a recandidatura de Jorge Paiva se ele assim o entender. Mas a iniciativa tem de partir dele.

Sendo eleito, quais serão os seus principais objectivos?

Há o que eu penso – são as minhas ideias próprias -, há a posição da Comissão Política, e há o que o candidato irá fazer. Neste momento não temos programa eleitoral fechado. E ainda sem candidato, é prematuro dizer-lhe o que é que o CDS vai ou não fazer. Temos as grandes ideias de atuação. Que serão traduzidas na atuação do eleito, se for eleito.

Mas as prioridades serão sempre o apoio ao desenvolvimento económicoe o apoio às famílias, criando condições de qualidade de vida, através do melhoramento da cobertura das redes de água e saneamento, que são as primeira e segunda velocidades do desenvolvimento.

A partir daí teremos cuidado com a preservação do património natural endógeno. Oliveira de Azeméis tem já um conjunto de Parques: Foi boa a valorização do Parque de La Salette, do Parque Molinológico e temos de continuar por aí.

Temos de continuar a levar pessoas aos rios. Temos a ideia de criar no Rio Caima, em Ossela, criar um parque temático evocativo de Ferreira de Castro. E podem ser feitas outras intervenções. Circuitos de golfe municipal… por que não?

Como vê os assim chamados grandes eventos mediáticos realizados em Oliveira de Azeméis?

Há dois tipos de eventos: Os realizados de Oliveirenses e para Oliveirenses e aqueles que a Câmara Municipal compra.

Discorda disso?

Não discordo, mas temos de ver, em determinada altura, se é possível ou não. Temos de valorizar o que é a cultura oliveirense. As Festas da La Salette, o Mercado à Moda Antiga, a Noite Branca, a Sénior Party são um sucesso.

Quanto a outros envolvimentos, sim, quando for possível. Mas o que eu penso é que o referencial de investimento devia ser o das Festas de La Salette. Nenhum evento, por princípio, deveria ficar mais caro ao Município que as Festas de La Salette.

Qualquer Município, qualquer cidadão pode comprar eventos com grande componente mediática. Tenho um amigo, em Alcobaça, o Joaquim Coutinho, que levou a última etapa da Volta a Portugal para a sua freguesia. E ele é um investidor individual.

Há alguma coisa que queira acrescentar?

A nossa conversa foi interessante, mas soube a pouco. Muito haveria a dizer.

Por exemplo, a nível das acessibilidades e da mobilidade. Temos uma rede viária extensa e em 2016 não houve investimento nessa área. Agora vamos espalhar alcatrão por cima de tudo e mais alguma coisa. Só que isso indicia que houve uma intenção estratégica de não investir para depois mostrar que se está a fazer.

Porque estamos em tempo de eleições…

Essa é uma prática que não é ilegal, mas é incorrecta. O tempo passa, mas os políticos continuam a ler os mesmos livros. A tratar os munícipes como se estes tivessem os olhos tapados.

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