Pinto Moreira: “vamos acabar com a profissão de ‘tapa-buracos’”

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Nascido há 57 anos na freguesia de Ul e a residir há cerca de 32 na freguesia de Cucujães, António Pinto Moreira começou o seu trajecto profissional na área da engenharia e direcção industrial, tendo evoluído para a área de gestão. Nos últimos 20 anos, tem exercido as funções de consultor e gestor de empresas.

À conversa com o CidadesOnline, o candidato à presidência da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis pelo CDS-PP enumera igualmente a sua experiência autárquica enquanto vereador na mesma Câmara Municipal, entre 1997 e 2001. “Foi exactamente aí que tive a oportunidade de ter contacto com o mundo político e com a gestão autárquica, assim como de compreender a fundo todo o concelho de Oliveira de Azeméis, com todas as suas necessidades”, sublinha. De acordo com Pinto Moreira, esta foi uma experiência difícil em termos de entrega, mas muito enriquecedora do ponto de vista de conhecimento adquirido.

“Nós partimos com o propósito de, por um lado, fazer crescer o CDS-PP em Oliveira de Azeméis, e de, por outro, criar um projecto autárquico forte para as eleições deste ano”, diz o centrista, convicto de que 2017 será o ano em que o CDS-PP irá passar a ter lugar no arco da governação em Oliveira de Azeméis.

A candidatura de Pinto Moreira surgiu “de forma natural”: “a Comissão Política entendeu por unanimidade que deveria ser eu o candidato. Convenceram-me e prometeram-me que estariam comigo, que me apoiariam”, conta o democrata-cristão, que integrou cinco mulheres na sua equipa. “Surgiu de forma natural, escolhendo as pessoas melhores, à medida que apareceram e no âmbito da sua disponibilidade. De facto, são mulheres de grande valor”.

Segundo o candidato do CDS-PP, o programa do partido é “extenso” e aborda desde logo os problemas da sustentabilidade financeira da autarquia, do rigor e da transparência. Sublinha: “com o CDS-PP na Câmara Municipal, os presidentes de Junta vão deixar de ser pedintes do presidente da Câmara. Vamos ter mais transferências para as Juntas de Freguesia, para os presidentes de Junta executarem os seus projectos e as suas obras”.

Água e saneamento vão tardar

No âmbito da água e do saneamento, Pinto Moreira frisa que o concelho “está muito mal”. “E não vale a pena iludir os oliveirenses. Nós não vamos ter uma cobertura de água e saneamento tão cedo”, diz o centrista, que afirma que tudo indica que o contrato de concessão foi um contrato danoso.

“Partiremos também com prioridade para a infra-estruturação de todas as zonas industriais. Com dinheiro público ou com dinheiro próprio esta é uma prioridade. Não podemos ver mais empresas deslocarem-se do nosso concelho”, sublinha o candidato democrata-cristão. Este refere não ser contra o facto de as empresas saírem do concelho, não admitindo apenas que o façam por falta de condições. “Depois, algumas zonas industriais estão muito mal servidas em termos de acessos viários”.

No que toca às referidas redes viárias, Pinto Moreira distingue dois aspectos do problema: as novas vias e a manutenção das vias já percorridas no dia-a-dia. “O que mais me preocupa é a rede viária do dia-a-dia. De uma maneira geral, as estradas do nosso concelho chegaram a um nível de degradação bastante grande”, afirma. O candidato recorda que foi prometido na apresentação da equipa do CDS-PP acabar-se com a profissão de “tapa-buracos”. “Ao contrário do que o PSD fez, o CDS garante que as estradas irão ter um programa de manutenção regular ao longo de todo o mandato. Essa é a questão principal”, refere, garantindo que a sua equipa não vai dizer que se devem fazer grandes vias. “A Câmara não tem neste momento estofo financeiro para o fazer”.

Em relação às políticas de educação do concelho, Pinto Moreira entende que quando estas emanam directamente de Lisboa não têm em conta as idiossincrasias próprias de cada concelho, distrito ou localidade. “Se neste momento podemos já considerar que somos uma cidade universitária, também será natural que o município tenha graus de autonomia para decidir sobre a escolaridade que antecede o ensino superior, preparando o ensino secundário numa lógica universitária”, enfatiza.

Para o candidato centrista, é igualmente fundamental continuar a lutar pelo Hospital de S. Miguel. “Há muitas valências que já foram retiradas ao hospital. Mas temos de manter aquilo que possuímos e de fazer com que o hospital que serve uma zona de Oliveira de Azeméis e a área de Vale de Cambra tenha em si uma estrutura de apoio de emergência e apoio hospitalar”. Impõe-se assim que se continue “a lutar, com mais determinação”, afirma, garantindo que também o apoio à população idosa será “estratégico” no futuro.

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