“Um presidente a sério” na corrida à Câmara Municipal

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Joaquim Jorge volta a concorrer à presidência da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Ainda na antecâmara das campanhas, vai falando nos projectos que tem para o concelho.

“Estão neste momento criadas as condições para os oliveirenses depositarem a sua confiança neste projecto e iniciarem um novo ciclo de desenvolvimento, um novo ciclo de progresso para o nosso concelho”. Palavras de Joaquim Jorge, candidato pelo Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, que esteve à conversa com o CidadesOnline.

“Um presidente a sério” é o mote da candidatura de Joaquim Jorge. Como o próprio explica, afigura-se necessário a Oliveira de Azeméis ter um presidente que se preocupe “a sério” com uma série de problemas que se arrastam há décadas. “Temos um conjunto de problemas que são de natureza estrutural, que condicionam o nosso desenvolvimento e prejudicam a nossa competitividade e portanto esses problemas têm de ser encarados de forma séria”, vinca. “Não é isso que tem acontecido nos últimos anos no nosso concelho”.

Joaquim Jorge considera que a realidade mais importante do concelho de Oliveira de Azeméis é a industrial. Para o candidato, o concelho possui uma riqueza industrial “extraordinária” que, aliada à sua localização estratégica, constitui um factor de distinção e de competitividade extremamente importante para o concelho. “Aquilo que propomos é o potenciar desta realidade. A nossa primeira medida estratégica para o concelho é apoiar as empresas que já existem e atrair mais investimento. Temos necessidades prementes de espaço industrial”, afirma. O socialista aponta a Área de Acolhimento Empresarial de Ul-Loureiro como uma excelente aposta do município. “É necessário estender esse tipo de aposta às zonas industriais de Nogueira do Cravo-Pindelo e Costa Má-São Roque, consolidar a pequena zona industrial de Travanca e criar uma resposta ao nível de uma zona industrial em Macieira de Sarnes. Para além disso, não tenho dúvidas de que temos de ter espaço industrial em Cucujães”, diz. Joaquim Jorge assinala que são precisos planos de urbanização das zonas industriais e que quer apoiar as empresas existentes e atrair mais investimento, com uma fiscalidade competitiva e um licenciamento célere. “Temos de ter também capacidade de criar um viveiro tecnológico. Estamos a falar de start-ups, estamos a falar de um parque de ciência e tecnologia, estamos a falar em captar talentos e ideias”, sublinha.

“Temos de ter a coragem de definir prioridades”

No âmbito da água e saneamento do concelho, o candidato socialista é categórico ao afirmar que este modelo de concessão é “absolutamente ruinoso” para o município. “Os outros municípios tiveram o cuidado de fazer concessões que previam a expansão da rede. A nossa concessão prevê apenas a gestão e a exploração da rede existente”. Segundo Joaquim Jorge, este contrato não só não permite a expansão das redes e a resolução de um problema de saúde pública, de prejuízo ambiental e de perda de competitividade do tecido económico e social, como ainda permite que importantes recursos financeiros saiam todos os anos para fora do município. “O contrato de concessão está absolutamente blindado. Estamos impedidos de resgatar ou denunciar o contrato sem que indemnizemos a concessionária. É um cenário muito difícil”, lamenta. O candidato à Câmara Municipal considera ainda que este não é um problema passível de ser resolvido em dois, três ou quatro anos. “Temos de pensar seguramente numa perspectiva de dez ou doze anos e temos de ter a coragem de definir prioridades”.

Intervenções na rede viária não podem ser “casuísticas”

No que concerne à rede viária de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge entende que as intervenções na rede viária devem ser feitas de forma planeada e não casuística, “como aconteceu até aqui”. Para o candidato, “devemos envolver as nossas juntas de freguesia no mapeamento das redes viárias que é preciso intervencionar, começando pelas redes mais importantes. O que temos de fazer é uma intervenção profunda na nossa rede viária”. De acordo com Joaquim Jorge, isso passa por eliminar os pontos de elevada sinistralidade que “ainda existem” no concelho, tal como as estradas em paralelo. Para além disso, é “muito importante” concluir a via do nordeste. “Queremos ainda transformar a EN nº1 numa grande avenida urbana”.

O candidato do PS à Câmara Municipal é “completamente” a favor da descentralização de competências, mas apenas quando essa descentralização permite transferi-las do estado central ou do poder local “para a sociedade civil, para as organizações”. “O programa ‘Aproximar Educação’, que representa a tal descentralização de competências do estado central para o poder local, não é uma descentralização de competências, mas uma desconcentração de poderes”. Para Joaquim Jorge, as escolas viram limitado o seu papel e a sua autonomia.

 

Em relação à união das freguesias, o socialista entende que há que reorganizar o território. Contudo, “todos nós já percebemos que a organização territorial que existe prejudica o desenvolvimento do mesmo”. Joaquim Jorge refere que foi “contra esta organização feita à escala das freguesias”, que devia ser feita primeiro numa escala “mais macro”. Mas vinca que “é perfeitamente possível termos estas organizações territoriais a funcionar”. O candidato realça ainda que as juntas de freguesia nas sedes de concelho continuam a fazer sentido, já que o socialista está entre os que acreditam nas “respostas de proximidade”.

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